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Casa Vazia

Sou a casa não vendida
tantas tintas desbotadas

sem demão de antimofo
quase sem cores, sem nada

 

Vejo bolores de causos

e histórias insignificantes
lançadas à deriva

como em navios mercantes


Esta casa vazia,

amuletos atirados fora
esta casa sorrateira

de um tempo, sótão de madeira


E eu com a sensação inexata

do burburinho das putas
borrifando seus perfumes baratos

atrevidas na labuta


Tentando disfarçar o odor

das paredes contidas
na miséria humana

dos presentes sem vida


Pretos e pútridos rapazes

com suas genitálias, tensos,
enquanto Chiquinha Gonzaga

ensaia outro contra-senso

 

No piano displiscente

a arrancar-lhe feridas

notas sonoras ardentes

das partituras vividas


Tal qual outono perdido

em previsões catastróficas

num inverno de geleira, frio,

Que hoje jazz no casario.

 

(Nana Freitas & Alê Freitas- Num devaneio, Alê vislumbrou poesia e melodia)

04/07/2006 - "Casa Vazia"

 



Escrito por Nana às 17h55
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“Q-uociente I-nalterável”

A brevidade da vida me informa:

Que mais um "trem" vai partir,

Que mais um Ser vai parir

Outro Ser, pra não ser, apenas,

Fragmento esteriotipado

Do complexo globalizante!

 

Se todo sol é incandescente,

Se, de todo céu, pressupõe-se o azul,

Se todo desejo é latente,

Em mente, em alma, em corpo nu...

 

Então, há de haver "Presente" (histórico)

Mais dissidente que o ser do Sul,

Que descontente com seu contexto,

Arranja logo pretexto, para ao Norte subir...

De súbito, vislumbra o Leste,

Posto seu impulso, enquanto guia e propulsor,

Sobe tanto que não se atém

Às belezas do agreste.

 

Quão vasto se faz, em prosa ou verso,

A natureza caótica: frente e verso,

Do Norte/Leste - Brasil.

Beleza - em retórica "positivista", acrescida de sons e tons -

Esfacelada, linguagem desdita, frente à maldita contradição:

Numa face - "fetiche" turístico -

(Centrado nas mãos da "proporção"*)

Noutra, estabelece-se a FOME,

A miséria em evolução,

Frutos da in-displicência incontida,

Tais como: terras sem irrigação.

Mas qual o quê?

Com que intuito ater-se

A "problematiqué" de tão diminuta questão?

A priori, a prerrogativa consiste

Em exterminar o "Termo: C O R R U P Ç Ã O" !!!

 

Há se serem incontáveis,

As migrações que se dão,

Dos povos centrais deste "sítio"

- continentais como o são -

Que aguardam, urgentemente,

A nobre estação/verão!

 

Tais efetivas premissas,

Evidenciam uma das lúdicas conclusões:

Brasileiros e braslieiras,

Companheiros de tradição,

Ocupam-se do mundo da "rés-extensa", **

Deixando o "cogito" *** em poucas mãos...

Que mixórdia de discussão!

 

Vamos todos sem demora,

Para o mundo lá de fora,

Onde não se avista o chão;

Mar é tudo que se vê:

Languidez, imensidão,

A cor morena das moças,

"Gabrielas" por opção.

 

A arte da emancipação institui-se de tal condição,

Elevando, ainda que brevemente,

O Homo-Faber à cidadão.

Como acontece o lúdico?

Como se dá essa transformação?

Ora, vamos, caros amigos,

Em férias, na praia, à parte da servidão!

 

Epílogo, se é que existe possível definição:

Sob o Sol de Capricórnio, quero meu corpo pousar,

Para que, por um desatinado e vão momento,

Desfaça-me, eu, do pranto - tanto quanto -

Meu riso possa, enfim se consagrar...

Quereria a vida como um sonho,

Do qual não se pode acordar,

Mas quão difícil é a diversa arte

Do "poder/querer", em unidade, conjugar!!!

 

Então acendo um cigarro,

E sob devaneios e sonhos

Deixo à deriva meu SER,

Que anseia tão claramente,

Mas obscuro volta a ficar.

Esse ser inconstante é pertinente

À Socialização;

Fruto da efêmera vida contida,

No processo da neo-liberalização.

 

É a arte do relógio, meu amigo!

Ouça o que eu pré-digo:

- Só se navega parado,

Quando não se encontra em alto mar.

(Nana - 1996, Sob o sol de capricórnio em Trindade)

_______________

· O termo refere-se à Lei da Proporção, instituída politicamente, a qual "Pretende" equacionar o número de congressistas representantes de um Estado, em relação ao número de hab/estado. O que verdadeiramente sabemos que não ocorre. É a lei da proporção desproporcional que convém aos mantenedores da ‘ordem e progresso’. **/ *** O termo está apresentado sob o enfoque epistemológico Descartiano. Descartes fora o primeiro filósofo a dividir o homem em mente e corpo. Assim sendo o ‘cogito’ é o pensamento humano e a res-extensa é tudo que nos é exterior.

_____________________

Este devaneio de 'outrora' tão intimamente ligado a mim, dedico a amiga: eïз Maíra Belintani eïз , que vive Trindade na íntegra!!!



Escrito por Nana às 22h32
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