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***Fugaz desatino***

O adiantado das horas a reporta ao "Adiamento" de Pessoa, sempre se sobrepondo a seus dias fatídicos... “depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...” e entre pregos e martelos reedifica as horas,  a pensar no dispositivo do tempo. Ponteiros digitais a alertam quanto à frivolidade inerte da mente. Ela ri, chora, sente e de repente a dor vai embora. O vazio cede passagem aos sonhos. É um vaso no canto sem as flores sombrias a iluminar seus dias. Girassóis, menina, ponha girassóis em sua vida! O amarelo lhe cai bem! Ouça-me eu digo... Nada disso parece trazê-la da ausência requerida por seus pueris pensamentos. Finda fatos e inaugura 'atos' insanos. O redescobrir de si mesma a alucina - é o abrir da caixa de pandora! Por vezes a sensualidade se acentua, erotizando a fumaça do cigarro tornando em neblina a visão já destorcida. A mente de menina se distrai com facilidade e deposita sonhos e fantasias em sua 'sina'. Sutilmente, ela sai... solta-se do peso da mulher madura - errata pensante, e sai... Sai saltitante cantarolando uma canção qualquer que a direcione à desmesura do prazer, a retire da pesada rotina. Encontra-se então com seu fiel desatino, um querer inconseqüente, inconsciente de si, e de uma calçada a outra já se faz dançarina... sim, há um mundo de sabor e cor que a desatina sob o “smell” do caixeiro viajante, que em suas andanças a mantém prisioneira, envolta em sua teia ferina. De um contorno de esquinas ela se chama, se atenta, e tentada - se arrisca, se joga do andar de cima só para saber-se minimamente viva. Este gentil cavalheiro que a desatina apresenta-lhe delícias noturnas e febres matutinas. Matizes de um incêndio tórrido ocorrido em meio a palavras soltas, um sorriso, uma cisma, o temer infantil que a alucina e a certeza vã de que sua busca – naquele momento - é finda: aporta então seu corpo, abriga-se e achega-se; o ardor do fogo a estalar-lhe as pupilas, a fervilhar-lhe o ventre; o coração a pulsar toda ritmia contida nos corpos em chamas – ora veloz e sôfrego, ora na lentidão vadia em que o gozo se faz plasma antes do escorrer e tamborilar dos dedos tolos...e entre ir e vir a delícia instala-se febril, contagia, invade-os; sim, ele a desnorteia, a enlouquece, aflora-lhe a libido, a põe leonina, solta-lhe a ‘louca a arder de paixão’...  e consciente disso a aquece contra seu corpo, rijo, teso - envolvente e sedutor criatura, de voz amena, olhar profundo, toque seguro e cheiro perturbador,  profundamente delicado e másculo - a brincar-lhe pelas curvas e linhas, nem tão longilíneas assim, costas, e dorso, e pernas, traçadas de tesão; contorcidas e ofegantes pela maestria com que ele rege: mãos, língua, boca, membros, pele, toque ...  a amante aScende, dá vazão a toda sorte de sentidos, gemidos, rompantes da mulher/menina - treme de calor, desejo e paixão; alucinadamente se entrega ao deleite desse momento, e entre carícias e beijos, sôfrego desejo, desatina... canções outras lhe parecem circundar agora, um incontido prazer percorre suas veias outrora anêmicas, agora pulsantes, latejam-lhe as zonas e áreas todas,  côncavas e convexas à flor da pele, do corpo intrépido que busca; vagueia entre o carinho cálido e o calor selvagem da ira dos lábios e carne e tato e gosto e cheiro, e num grafitar do lápis sobre o desenho  contornam-se entre si alucinados, desdobrando-se arquejantes sobre a maciez dos corpos, úmidos, unidos, duelo singelo, dueto, um concerto em si mesmos, sobrepondo-se em gestos, nuances, gosto,  cheiro... um redefinir ligeiro do ritmo alucinante das esferas – transcende o ‘cheiro’ e  o derradeiro  movimento a vos agredir, a dilacerar-lhes as entranhas tornando-os únicos na artimanha da mania de amarem-se, e de uma viagem em torno e etérea tornam-se náufragos dos sentidos a zunir-lhes a mente até fugirem-se todos extintos, exceto o êxtase dos corpos inertes envolvidos...

... a chuva fina a escorrer-lhe a face sondando-lhe os segredos que ela prometera ‘esquecer’, e aos poucos, seu coração em desalinho reassume o ritmo de seu próprio compasso. Enquanto caminha nada pensa; em sua mente nada passa, ainda traz fresca e vívida a memória da respiração do outro em sua boca, e entre a serenidade da mente, a leveza de seu coração bobo, ainda sob a chuva fria, sente-se reconfortada e feliz... sua alma está em prece pela comunhão a ela permitida... E num lapso de consciência vem-lhe a mente Pessoa e ela sorri enternecida. “Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo. Só depois de amanhã...hoje quero dormir, redigirei amanhã...depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser. Só depois de amanhã... Tenho sono como o frio de um cão vadio. Tenho muito sono. Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã... Sim, talvez só depois de amanhã... O porvir... Sim, o porvir...”

De Ella Fitzgerald “Somewhere over the rainbow” a “Autumn Leaves” – Miles Davis, a chuva fina, seu contentamento e desatino no adiamento das horas, e a indecifrável arte de amar que a fascina...

Perdoem-me leitores a falta de coerência linguística, vírgulas, pontos, parágrafos, que para a língua morna dos amantes não se faz presente coerências, apenas entrelinhas...



Escrito por Nana às 11h01
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